Deputado baiano faz pronunciamento no Congresso contra abertura do capital da Caixa - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
Home » Notícias » Deputado baiano faz pronunciamento no Congresso contra abertura do capital da Caixa
Em 12/02/2015

Deputado baiano faz pronunciamento no Congresso contra abertura do capital da Caixa

Deputado baiano faz pronunciamento no Congresso contra abertura do capital da Caixa Por solicitação do presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna, Jorge Barbosa, o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB/BA) fez pronunciamento na terça-feira (10/2) no Congresso Nacional contra a abertura de capital da Caixa Econômica. O parlamentar é o segundo político baiano que atendeu solicitação do movimento sindical a se posicionar sobre o assunto. Daniel Almeida também do PCdoB da Bahia já havia criticado a proposta entreguista do governo Dilma Rousseff (PT). Segundo Davidson, a ideia de abertura do capital da Caixa é certamente uma exigência do mercado financeiro (bancos) de reduzir ou cessar os investimentos governamentais nos bancos públicos, seus concorrentes, além de possibilitar a fusão com outra instituição financeira ou até mesmo a privatização. O mercado está de olho em uma empresa que conta hoje com 3.362 agências, 100 mil empregados, ativos totais da ordem de R$ 1,5 trilhão e que obteve de janeiro a setembro de 2014 o lucro líquido de R$ 5,3 bilhões e as transações somaram R$ 1, 72 bilhão. Sem falar que é o maior agente financeiro de habitação e administra fundos e programas (FGTS, SFH, PIS, FIES, FAT, Minha Casa Minha Vida, Minha Casa Melhor e Bolsa Família) do governo federal. Leia a íntegra do pronunciamento do deputado Davidson Magalhães: Caixa Econômica Federal: Pela defesa do seu papel estratégico no desenvolvimento nacional e contra a abertura de capital Senhor Presidente, Senhores Deputados A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa – Contraf) convocou para o dia 27 de fevereiro o Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública. A mobilização, faz parte de uma série de ações que o movimento associativo e sindical tem realizado em todo o país para mobilizar os empregados e a sociedade contra qualquer tentativa de abertura de capital do banco. Venho neste espaço da Câmara dos Deputados me solidarizar e me associar com a luta dos servidores e da sociedade civil organizada. Desde o governo Sarney (1985-1990) passando por Collor (1990-1992) e FHC (1994-2002), que são tramadas nos gabinetes iniciativas visando enfraquecer, privatizar e/ou extinguir a Caixa Econômica Federal. Todas elas refutadas pela sociedade, através dos seus empregados, do movimento sindical e demais aliados. A ideia de abertura do capital da Caixa é certamente uma exigência do mercado financeiro (bancos) de reduzir ou cessar os investimentos governamentais nos bancos públicos, seus concorrentes, além de possibilitar a fusão com outra instituição financeira ou até mesmo a privatização. O mercado está de olho em uma empresa que conta hoje com 3.362 agências, 100 mil empregados, ativos totais da ordem de R$ 1,5 trilhão e que obteve de janeiro a setembro de 2014 o lucro líquido de R$ 5,3 bilhões e as transações somaram R$ 1, 72 bilhão. Sem falar que é o maior agente financeiro de habitação e administra fundos e programas (FGTS, SFH, PIS, FIES, FAT, Minha Casa Minha Vida, Minha Casa Melhor e Bolsa Família) do governo federal. Não podemos nos esquecer do pioneiro e decisivo papel desempenhado pela Caixa, como agente do governo federal, no enfrentamento aos impactos da crise financeira de 2008 em ações anticíclicas como a redução dos juros e do spread. Enquanto isso, os bancos privados fizeram justamente o contrário com o objetivo de provocar a retração do crédito e elevação dos juros. Fica claro que é fundamental a um governo que busca o crescimento econômico com a valorização do trabalho um banco totalmente a ele vinculado, especialmente em momentos de crise e dificuldades. Certamente a Caixa deve estar a serviço do Brasil e dos brasileiros e não do mercado financeiro. Ressalto que o projeto de enfraquecer os bancos públicos, receituário neoliberal, tem mostrado experiências desastrosas mundo a fora. Precisamos olhar as instituições públicas de grande relevância na economia e na produção da riqueza brasileira, enquanto instrumentos de alavancagem do Projeto Nacional de Desenvolvimento, assegurando a soberania nacional e ampliação dos direitos dos trabalhadores. Davidson Magalhães Deputado Federal – PCdoB Bahia Fonte: Assessoria do deputado

Desenvolvido por Porttal Webdesign

Topo