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Em 14/10/2013

Em assembleia bancários aceitam proposta

Em assembleia bancários aceitam proposta

Os bancários reunidos em assembleia nesta sexta (11) aceitaram a proposta da Fenaban e determinaram o fim da greve da categoria.
Assim, fica aprovado o reajuste de 8% para os salários, vales e auxílios, com ganho real de 1,82%. Os pisos serão reajustados em 8,5%, com ganho real de 2,29%. A categoria irá acumular aumento real nos salários de 18,33% e 38,7% no piso, desde 2004.

Maior distribuição de lucro – A regra da parcela adicional irá mudar para melhor. Até o ano passado, os bancos distribuíam 2% do seu lucro líquido. Será, agora, de 2,2%. Além disso, o teto da distribuição terá reajuste de 10%, passando para R$ 3.388. Só para dar uma ideia, esses 0,2% representam R$ 120 milhões do lucro do setor no último ano.

PLR – A regra básica da Participação nos Lucros e Resultados será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694. Assim, a parte fixa, que em 2012 foi de R$ 1.540, será reajustada em 10%, o que significa aumento real de 3,71%.

A regra determina ainda que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários.

Vale lembrar que este ano os bancários já contam com a conquista da PLR sem desconto de imposto de renda para valores de até R$ 6 mil.

Novas conquistas – Os trabalhadores também terão mais uma conquista: o vale-cultura para os que recebem até cinco salários mínimos. Serão R$ 50 por mês a mais para usar em eventos e produtos culturais, de acordo com a lei. Outra nova conquista é um dia de folga a título de abono assiduidade para todos os trabalhadores que ainda não contavam com o direito.

Condições de trabalho – Os bancos estarão proibidos de cobrar metas via torpedo pelo celular do bancário. Também será criado um grupo de trabalho para análise das causas dos afastamentos por doença ocupacional no setor e para buscar solução de forma que os da ativa não adoeçam.

Os bancos aceitaram reduzir o prazo de apuração do instrumento de combate ao assédio moral de até 60 dias para até 45 dias.

Também fica prevista realização de seminário para discutir as mudanças tecnológicas nos bancos com o objetivo de debater o impacto da tecnologia sobre o trabalho do bancário.

Está mantida a não devolução do adiantamento emergencial de salário dos afastados por doença ocupacional que o INSS considera apto e o banco inapto ao trabalho. Trata-se da cláusula 59, parágrafo 1º, alínea b, que hoje prevê a devolução desse adiantamento com limite mensal de 30% da remuneração líquida. De acordo com o proposto, os bancários não terão mais de devolver esse adiantamento.

Dias parados – Ficou garantido que haverá compensação dos dias parados até 15 de dezembro em no máximo uma hora por dia. Isso representa anistiar 71% dos dias parados.


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