Metas refletem na saúde do trabalhador - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 30/09/2013

Metas refletem na saúde do trabalhador

Metas refletem na saúde do trabalhador As metas impostas pelos bancos são impossíveis de serem cumpridas respeitando a saúde mental, física e a carga horária de trabalho dos bancários. A maioria dos trabalhadores apresenta algum tipo de problema decorrente do estresse a que é submetido. 
 

“O problema maior é que as metas são crescentes. Cumpre-se um número determinado e no mês seguinte tem outra maior. Essa pressão constante que se caracteriza como assédio moral”, afirma o médico do trabalho do Sindicato da Bahia, Carlos Valadares. Para reduzir a pressão, alguns trabalhadores pedem aos amigos para comprarem serviços para ajudar a alcançar as vendas determinadas. Outros fazem festas e jantares e oferecem seguros a parentes e conhecidos.
 
“Evidentemente que isso vai refletir na saúde mental”, avalia Carlos Valadares esclarecendo que entre os bancários são comuns os distúrbios de ansiedade, como síndrome de pânico, fobia, medo de sair às ruas ou de passar perto da agência.
 
A imposição de metas deixa o funcionário em estado de alerta constante e interfere na qualidade de vida. O médico conta que muitos sonham com pequenos erros cometidos durante o expediente e até chegam a encontrar a solução durante o sono, mas isso significa que continuam trabalhando. Alguns bancários se recusam a tirar licença médica, por medo de serem chamados de preguiçosos.
 
Carlos Valadares destaca que o melhor é ser solidário. O bancário deve, em equipe, cobrar discussões sobre as metas absurdas. O médico reafirma a importância de participar das ações do Sindicato, que reivindica nas campanhas salariais, não só aumento real dos salários, mas melhorias efetivas nas condições de trabalho, como o fim do assédio moral e das metas.

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