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Em 28/07/2020

Trabalho remoto acentua as desigualdades

Trabalho remoto acentua as desigualdades

As desigualdades no acesso às tecnologias necessárias para o trabalho a distância foram realçadas, pois a pandemia de Covid-19 levou milhões de brasileiros a trabalhar em casa. O IBGE aponta que apenas 5% dos trabalhadores executavam as atividades em home office antes da chegada do vírus. 

O estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ainda mostra que a maioria dos empregados era autônomo, sem vínculo formal e de baixa renda, como vendedores, doceiras, costureiras e manicures. Com a pandemia, cerca de 10% dos trabalhadores ocupados passaram para a modalidade de trabalho remoto, mas a mudança mobilizou pessoas com maior grau de escolaridade e renda mais alta. 


O acesso precário a internet prejudicou mais quem é de baixa renda, causando na adaptação à nova realidade causada pela crise. A pesquisa também demonstrou que 74% da população têm acesso à rede, onde a maioria navega pelo celular para trocar mensagens e usar redes sociais, mas poucos usavam a internet para o trabalho. 


Antes da pandemia, a renda média dos que trabalhavam em casa era em torno de 66% da obtida por trabalhadores que exerciam as mesmas atividades fora. Em maio, o cenário mudou e a renda dos que conseguiram exercer as funções em teletrabalho chegou a ser 170% maior do que a dos colegas que trabalhavam fora de casa. 


A tendência é que após a reabertura da economia, muitos profissionais continuem exercendo as atividades remotamente. Enquanto outros, sem computadores, conexão de banda larga e equipamentos para o trabalho remoto, serão deixados para trás. (SBBA)

 


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