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Em 23/07/2020

Saneamento: Bolsonaro ostenta pesquisa para alavancar privataria

“Privatização não resolve o serviço de saneamento e, na prática, só vai transferir as áreas rentáveis para o setor privado”, diz José Antonio Faggian, do Sintaema-SP

Invariavelmente avesso a levantamentos científicos, o governo Jair Bolsonaro promoveu nesta quarta-feira (22) uma ampla divulgação da nova Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB). Veículos da grande mídia foram abastecidos, de antemão, com uma profusão de dados que confirmam o setor como uma das principais expressões das desigualdades sociais no País.

Não se trata, porém, de preocupação com a transparência – mas, sim, de estratégia bolsonarista para promover e alavancar a privataria do saneamento. Na semana passada, sob o pretexto falacioso de “universalizar o tratamento de esgoto e o abastecimento de água” no Brasil, Bolsonaro sancionou o novo marco regulatório do saneamento básico. A medida – na prática, uma desregulamentação – abre ainda mais o setor à inciativa privada, sem contrapartidas suficientes para garantir mais abrangência e eficiência na prestação dos serviços.

A PNSB, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), traz um panorama do saneamento nos 5.570 municípios brasileiros, com base em informações coletadas de julho de 2018 a julho de 2019. Sobram más notícias. Nada menos que 39% das cidades não têm nem sequer empresa executora do serviço de esgotamento sanitário por rede coletora. Na região Norte, são 83,8%. O déficit de esgotamento, no Brasil, é de cerca de 34 milhões de domicílios.(Portal Vermelho)


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