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Em 20/07/2020

Bolsonaro e a montanha de infectados e mortos

Bolsonaro e a montanha de infectados e mortos

O Brasil ultrapassou a marca de dois milhões de infectados e de mais 77 mil mortos pelo novo coronavírus. Nestes dois marcadores o país é o segundo do mundo em números absolutos – só perde para os Estados Unidos –, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, e está na fase de alta transmissão, com forte letalidade.

O primeiro caso registrado no país ocorreu em 26 de fevereiro, chegou a 500 mil em 31 de maio, dobrou esse número em apenas 19 dias. O salto de um milhão para a atual marca de mais de dois milhões se deu em apenas 27 dias. Há que considerar, ainda, o número de mortos por cem mil habitantes, que atingiu a média de 36,7, enquanto na vizinha Argentina a proporção é de 4,6.

O Brasil chegou a essa situação em grande medida por conta da irresponsabilidade do governo Bolsonaro. O presidente da República sempre negou a gravidade da pandemia e se recusou a pôr o governo na defesa da nação. Não instituiu uma estratégia de combate à doença, tampouco criou uma coordenação nacional para harmonizar as ações com estados e municípios.

E mais: combateu o distanciamento social – a principal orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – e não adotou a testagem, o rastreamento e o isolamento dos infectados para baixar a transmissão. Num recente pronunciamento pela internet, voltou a fazer propaganda da cloroquina e do vermífugo Anita, uma atitude que além de boçal pode ser classificada como criminosa por induzir a automedicação e utilização de medicamento sem comprovada eficácia.

Bolsonaro também se ocupou em elogiar o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, segundo ele um bom soldado, do qual o Exército tem motivo para se orgulhar. Ou seja: suga as Forças Armadas para a crise permanente do seu governo e para o centro das irresponsabilidades diante da pandemia.

Depois de demitir dois ministros da Saúde, Bolsonaro militarizou a pasta, adensada com mais de duas dezenas de militares em postos-chaves. Mais 6 mil militares da reserva e da ativa, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) ocupam cargos civis no governo federal.
A dupla Bolsonaro-Pazuello expurgou do Ministério profissionais gabaritados, gente com expertise no Sistema Único de Saúde (SUS) e no combate à pandemia para pôr leigos no lugar.

Fonte: Portal Vermelho


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