“Não assino embaixo de frente democrática que não questiona a exploração do trabalho” - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 24/06/2020

“Não assino embaixo de frente democrática que não questiona a exploração do trabalho”

Em entrevista a CartaCapital, ex-senador defendeu mobilização por impeachment, mas destacou urgência de proposta que supere crise econômica

O ex-senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião (MDB-PR) defendeu mobilizações pelo impeachment, mas rechaçou a proposta de construção de uma frente democrática que não questione a exploração do trabalho. Em entrevista ao diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, nesta terça-feira 23, Requião afirmou que apoia iniciativas voltadas para exigir o impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, mas não participará de movimentos que se dizem democráticos e, ao mesmo tempo, sustentem reformas liberais que precarizem os direitos dos trabalhadores.

Em sua visão, a aprovação de um projeto de impeachment nas atuais condições é uma tarefa difícil, porque o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) parecem apoiar abertamente as medidas econômicas do governo federal. Ao mesmo tempo, Requião considera que as políticas de austeridade do ministro da Economia, Paulo Guedes, colaboram para que o Brasil entre em um cenário caótico após a pandemia do novo coronavírus.

“O impeachment do Bolsonaro, com esse Congresso Nacional eleito nas circunstâncias em que foi eleito, com esse ‘centrão’, com o meu partido, que é o MDB, incondicionalmente apoiador das medidas do Paulo Guedes e do Bolsonaro… O impeachment congressual é muito difícil. Também por uma visão do STF, do judiciário brasileiro, estão abertamente apoiando o liberalismo econômico proposto pelo Guedes, a serviço dos interesses geopolíticos norte-americanos e do capital financeiro no mundo”, afirmou. (Carta Capital)


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