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Em 19/06/2020

Queiroz recebeu R$ 400 mil de Adriano da Nóbrega, aponta MP-RJ

Documentos que embasaram a prisão de amigo da família Bolsonaro mostram mais detalhes sobre esquema de rachadinha relacionado com miliciano

O Ministério Público do Rio de Janeiro encontrou evidências de que o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, morto na Bahia em fevereiro, teria transferido cerca de R$ 400 mil para o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz preso nesta quinta-feira 18. As informações são do UOL.

Segundo informa o site, que teve acesso aos documentos da investigação que embasaram o mandado de prisão preventiva de Queiroz, ao menos R$ 69,5 mil foram depositados nas contas bancárias do ex-assessor por meio de restaurantes pertencentes à família do miliciano.

Além disso, também foi rastreado cerca de R$ 91.796 depositado pela mãe de Adriano da Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, na conta de Queiroz entre 2016 e 2017 – verba proveniente do esquema de rachadinha investigado pelo MP-RJ.

Tanto a mãe quanto a ex-esposa de Adriano, Danielle Mendonça da Nóbrega, chegaram a trabalhar por anos no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que condecorou Nóbrega com uma medalha enquanto ele estava preso por homicídio.

Nóbrega comandava a milícia na região de Rio das Pedras e Muzema, na zona norte do Rio. Ele também é apontado como um dos chefes do chamado “Escritório do Crime”, a central da milícia que executou o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Queiroz já admitiu que demitiu a ex-esposa de Adriano do gabinete de Flávio, em novembro de 2018, para evitar a ligação do filho do presidente eleito com a milícia. De acordo com a investigação do MP-RJ, Danielle não atuou, por mais de uma década, na função que ela supostamente ocupava dentro da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De 6 de setembro de 2007 a 13 de novembro de 2018, ela não chegou a ter nenhum crachá no local, mas recebia salário mensal de R$ 6.490,35.

Porém, de acordo com os documentos obtidos pelo UOL, o ex-assessor também orientou que a mãe de Adriano se escondesse no interior de Minas Gerais. Depois, ela receberia uma proposta por silêncio orientada pelo também investigado Luís Gustavo Botto Maia, advogado de Flávio Bolsonaro na campanha para senador, aponta a reportagem.

Fonte: Carta Capital


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