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Em 29/05/2020

Repórter é preso ao vivo ao cobrir protestos pela morte de homem negro nos EUA

Repórter foi preso enquanto cobria os protestos pela morte de George Floyd, homem negro morto por um policial que ajoelhou em seu pescoço

*Atualizada às 10h27 com a soltura do jornalista

Um repórter que cobria os protestos pela morte de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi preso ao vivo e sem explicações pela polícia local nesta sexta-feira 29. Omar Jimenez estava em uma das ruas palco dos protestos na cidade, que está revoltada após Floyd, um homem negro, morrer após um policial ter ajoelhado em seu pescoço ao prendê-lo, impedindo-o de respirar por ao menos 10 minutos.

Jimenez é negro e, no mesmo local, repórteres brancos não chegaram a ser abordados pela polícia. Ao conversar com os agentes, o repórter diz que irá sair do caminho se a tropa precisasse avançar. “Nós podemos ir para onde você quiser, estamos ao vivo… Somos quatro, somos um time. Só… nos coloque onde você quiser, sairemos de seu caminho. Nos avise. Nós iremos sair do seu caminho quando vocês avançarem”, diz.

Enquanto explicava aos telespectadores que a equipe estava entre os policiais que tinham afastado manifestantes mais cedo, Omar Jimenez ouve que está preso. “Desculpe… você se importa em me dizer por que eu estou preso, senhor? Por que eu estou sendo preso?”, pergunta, enquanto é algemado sem respostas.

Ao longo da cena, os âncoras do jornal que estava no ar comentam que não sabiam o porquê que Omar Jimenez estava sendo preso. De longe, o cinegrafista acompanhou o policial levando o profissional algemado, e anunciou que a equipe de reportagem inteira seria presa, sem nenhuma explicação por parte da polícia. No final do vídeo, o cinegrafista apoia a câmera no chão e captura o momento em que ele também é preso.


A CNN contatou outro repórter que estava em campo, Josh Campbell, para saber se ele também havia sido abordado desta maneira pela polícia. Ele negou, e disse que, depois de ter se identificado como repórter, foi autorizado a permanecer na área. Campbell é branco. “A polícia sabia quem era nossa equipe, eles viram as câmeras, as luzes, Omar se identificou de forma muito educada. Mesmo assim, eles tomaram essa decisão.”

Cerca de uma hora depois, Omar e a equipe foram liberados e entraram ao vivo novamente para explicar o que tinha acontecido enquanto as câmeras estavam desligadas. Segundo o jornalista, os policiais responsáveis por ele disseram apenas que estavam “cumprindo ordens”. Não houve violência contra Omar, o cinegrafista e o produtor.

Minneapolis está sendo palco de diversos protestos devido a morte de Floyd. “Quero que esses policiais sejam acusados de assassinato, porque foi exatamente isso que eles cometeram assassinato contra meu irmão”, disse à NBC Bridgett Floyd, irmã de George Floyd. “Eu tenho fé e acredito que a justiça será feita”.

Floyd morreu na noite de segunda-feira, depois de ficar deitado de bruços por pelo menos 10 minutos, enquanto um policial pressionava seu pescoço com o joelho. “Não consigo respirar”, implorou o homem, segundo o áudio de um vídeo de vários minutos filmado por um transeunte que viralizou.

O policial, um homem branco, diz para ele ficar calmo. Um segundo policial mantém os transeuntes à distância enquanto Floyd não se mexe e parece inconsciente. Um novo vídeo pode descartar as alegações da polícia de que o homem, suspeito de tentar passar uma nota falsa de 20 dólares, resistiu à prisão.

*Com informações da AFP

Fonte: Carta Capital


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