Centrais sindicais criticam no STF pressão empresarial pelo fim do isolamento - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 20/05/2020

Centrais sindicais criticam no STF pressão empresarial pelo fim do isolamento

Doze dias depois de Jair Bolsonaro levar empresários para pressionar o Supremo Tribunal Federal e forçar uma reunião com o presidente do STF, fora da agenda, nesta terça-feira (19) foi a vez de as centrais sindicais se reunirem com Dias Toffoli.

Colapso e caos, foram as palavras utilizadas pelo presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, para definir a atual conjuntura durante a conferência virtual. “O governo é negligente diante dos graves problemas estruturais do país, a economia fadiga e sinaliza para uma depressão, e o desemprego em massa e a escalada da pobreza, na medida que falta assistência aos desamparados, sinaliza para um ambiente de caos”.

“O cenário do Brasil de hoje é de colapso”, reiterou o dirigente da CTB, que esteve presente à reunião virtual. O objetivo era pedir apoio do ministro nas ações de combate à pandemia de coronavírus, pois não há coordenação por parte do governo.

Adilson Araújo enfatizou a indignação das Centrais: “Falta governo, faltam políticas públicas, e a inexistência de uma coordenação de governo coloca o país à deriva”. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, admitiu a triste realidade: “Estamos há dois meses sem perspectiva, essa é a verdade”, afirmou.

“Falta coordenação, falta orientação, faltam medidas que nos dêem tranquilidade”, afirmou Toffoli em declaração reproduzida no site do STF. 

Na segunda-feira (18), onze centrais sindicais lançaram a campanha “Fora Bolsonaro” que defende a saída de Jair Bolsonaro da presidência da República. “Somos o epicentro da crise e sem um compromisso amplo da sociedade, e com o governo insistindo em ser um ponto fora da curva, o país poderá mergulhar numa crise jamais assistida na nossa história”, argumentou Adilson.

De acordo com Adilson, os representantes das Centrais apontaram ao ministro preocupação com a pressão que o governo federal e segmentos de empresários fazem contra governos municipais e estaduais pela suspensão do isolamento social e liberação de atividades não essenciais.

“Querem fazer a toque de caixa, em pleno pico da pandemia”. Segundo Adilson, as Centrais alertaram Dias Toffoli de que não resta outro caminho que não seja o de constituir “uma grande aliança com o povo para salvar o país”.

Pressão da Fiesp e sumiço do “superministro”

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, criticou o modo como Bolsonaro e empresários, aliando-se a ele, pressionam o STF a afrouxar a política de isolamento por todo o país.

 “Aqui tem uma pressão desenfreada por parte de setores empresariais, que leva governos estaduais e municipais a liberar trabalho de áreas não essenciais”, diz Nobre, lembrando que o cenário da pandemia não permite qualquer flexibilização, na medida em que o sistema de leitos hospitalares está em colapso, falta proteção social e a curva da pandemia está crescendo.

Ele citou uma entidade em particular: “Bolsonaro escalou a Fiesp para fazer esse papel lamentável”. O presidente da entidade, Paulo Skaf, que tenta alterar o regime interno para conseguir mais um mandato na casa, é aliado do chefe do Executivo.

Fonte: Portal Vermelho


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