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Em 18/05/2020

Modelo sueco contra Covid-19 falha em evitar recessão no país

O governo sueco adotou uma política suave na contenção do coronavírus. Sem quarentena radical, por enquanto, o resultado é inconclusivo. O país escapou do desastre visto na Itália, mas teve muito mais mortos do que os vizinhos da Escandinávia. Se ainda é cedo para determinar os benefícios sanitários, já é possível pelo menos apontar um desfecho econômico. Mesmo sem bloqueio total, a economia naufragou, como no restante da Europa.

Na semana passada, o Banco Central da Suécia projetou que o PIB do país deve contrair entre 7% e 10% neste ano, uma estimativa comparável aos outros países da União Europeia que adotaram medidas radicais de isolamento – a Comissão Europeia projeta que a economia do bloco sofrerá uma contração de 7,5%.

A resposta moderada da Suécia ao surto de coronavírus atraiu elogios de alguns políticos americanos, que veem o país como um possível modelo para os EUA. “Precisamos observar com a mente aberta o que aconteceu na Suécia, onde as crianças continuaram estudando”, disse o senador republicano Rand Paul.

Mas, embora a Suécia tenha evitado os números devastadores de Itália, Espanha e Reino Unido, também houve um aumento extraordinário de mortes nas últimas semanas. Em Estocolmo, onde o vírus se espalhou em comunidades de imigrantes, mais que o dobro do número habitual de pessoas morreu no mês passado.

O crescimento ultrapassa em muito o aumento de mortes em cidades americanas, como Boston e Chicago, e se aproxima dos índices observados em Paris. Em toda a Suécia, quase 30% a mais de pessoas morreram durante a epidemia do que o normal nesta época do ano, o mesmo patamar atingido pelos EUA e muito superior ao de países vizinhos – que têm sistemas de saúde bem estruturados e baixa desigualdade social.

“A comparação com os EUA não é muito lisonjeira para a Suécia, que possui um sistema de saúde pública bom”, disse Andrew Noymer, demógrafo da Universidade da Califórnia. “Não há razão para a Suécia estar pior do que Noruega, Dinamarca e Finlândia.”

Especialistas dizem que não há dois países exatamente iguais, o que torna as comparações inexatas. Fatores como sorte, demografia e ações pessoais desempenham um papel importante. As autoridades suecas optaram por não implementar uma quarentena, confiando que as pessoas fariam sua parte e praticariam o isolamento.

Escolas, restaurantes, academias e bares permaneciam abertos, com regras de distanciamento social aplicadas, enquanto reuniões eram restritas a 50 pessoas. Dois meses depois, o resultado não foi o desastre que muitos imaginavam. As mortes por covid-19 atingiram desproporcionalmente os idosos, como na maioria dos países europeus, mas os hospitais não foram sobrecarregados.

“Está claro que a mortalidade em Estocolmo foi muito maior do que o normal”, disse Martin Kolk, demógrafo da Universidade de Estocolmo. “Mas teremos de esperar para saber o que aconteceu. Será uma diferença grande se continuarmos a ter um excesso de mortalidade por mais seis meses ou se voltarmos aos níveis normais em algumas semanas.”

Fonte: Portal Vermelho


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