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Em 15/05/2020

Situação do coronavírus no Amazonas gera crise com Colômbia

O cidade de Letícia, que faz fronteira com o AM, está em lockdown por registrar a maior taxa de infecção da Colômbia

Autoridades da Colômbia e do Brasil vão discutir na sexta-feira a crise na fronteira amazônica, atingida pela pandemia do novo coronavírus, disse nesta quinta-feira 14 o presidente colombiano, Iván Duque.

“Estamos em uma situação que pode se tornar crítica, dadas as diferenças que temos na abordagem do ponto de vista do controle epidemiológico, como é o caso do Brasil”, afirmou o presidente colombiano em um programa oficial de televisão.

Duque assegurou que participarão da reunião os chanceleres e os ministros da Defesa e da Saúde dos dois países, que buscarão afinar “políticas na região fronteiriça”. “Acho que isto será extremamente importante”, acrescentou o presidente, sem informar o meio que os funcionários vão usar para se comunicar.

O Amazonas colombiano é o departamento (estado) com maior taxa de infecção do país, com mais de 90 pessoas contagiadas por 10.000 habitantes. Os primeiros casos detectados em Letícia, a capital do departamento, foram importados do Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro tem minimizado a gravidade da doença e contesta as medidas de confinamento.

No Brasil, o estado do Amazonas é um dos mais afetados proporcionalmente, com mais de 300 mortos por milhão de habitantes, praticamente o dobro de São Paulo, epicentro da doença no país, segundo o Ministério da Saúde.

Autoridades de controle e médicos têm denunciado a precariedade do sistema de saúde em Letícia, onde vivem mais de 76.000 pessoas, que dispõem de um único hospital público.

‘Lockdown’ na fronteira

Duque ordenou nesta quinta-feira o fechamento total (‘lockdown’) de Letícia – exceto para atividades essenciais, como serviços de saúde e abastecimento – até 30 de maio para tentar controlar o surto, que nesta localidade pobre e de maioria indígena, já deixou 30 mortos e 924 contagiados.

“Ordena-se o fechamento de todas as atividades, com exceção das estritamente necessárias para a saúde, o abastecimento e os serviços essenciais”, escreveu a ministra do Interior, Alicia Arango, no Twitter.


Fonte: Carta Capital


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