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Em 12/08/2019

Bolsonaro diz que o Brasil não precisa de dinheiro da Alemanha

‘Pode fazer bom uso dessa grana’, afirmou o presidente da República, sobre cortes anunciados pela ministra alemã aos projetos na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que o Brasil não precisa do dinheiro da Alemanha para preservar a Amazônia. A declaração ocorreu na manhã deste domingo (11), em Brasília. Em resposta a questionamentos de jornalistas, o presidente da República afirmou que a Alemanha tentava “comprar” a Amazônia.

“Investir? Ela não vai comprar a Amazônia. Vai deixar de comprar a prestação a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso”, declarou. “Eu já dei minha resposta. Você acha que grandes países estão interessados com a imagem do Brasil ou em se apoderar do Brasil?”

Bolsonaro comentou sobre o apoio alemão no dia seguinte em que o país europeu anunciou que suspenderá financiamentos a projetos de conservação na região amazônica. Está congelado, em primeiro momento, o valor de 35 milhões de euros, aproximadamente 155 milhões de reais.

A Alemanha contribui ainda para o Fundo Amazônia, para o qual já repassou 55 milhões de euros, equivalentes a 245 milhões de reais. A Noruega também apoia o fundo. Em entrevista ao jornal alemão Tagesspiegel, a ministra do Meio Ambiente Svenja Schulze demonstrou temor com as medidas adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A política do governo brasileiro na Amazônia levanta dúvidas sobre se uma redução consistente das taxas de desmatamento ainda está sendo perseguida”, afirmou Schulze. Ela diz que o país europeu só deve retomar a cooperação quando as estratégias do governo estiverem claras.

O jornal alemão aponta preocupação com o crescimento de 278% no desmatamento entre julho de 2018 e julho de 2019, segundo dados de imagens via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Além disso, o periódico supõe a possibilidade de falta de transparência nas próximas estimativas sobre a Floresta Amazônica, tendo em vista a exoneração do físico e engenheiro Ricardo Galvão da diretoria do Instituto na última semana.

Fonte: Carta Capital


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