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Em 01/10/2018

Deficientes sofrem preconceito na contratação

Deficientes sofrem preconceito na contratação

Pessoas com deficiência física no Brasil sofrem na busca por emprego. Segundo o Censo do IBGE, atualmente o país possui 45 milhões de cidadãos com alguma deficiência. De acordo com as exigências da legislação, 7 milhões estão aptos para o trabalho, mas em 2016, apenas 418,5 mil estavam empregados com carteira assinada. No ano passado, 405,3 mil permaneciam no mercado formal, representando uma queda de 3,16%.

Mesmo com a criação da Lei de Cotas (Lei 8.213/91), que estabelece que empresas com mais de 100 empregados devem reservar 2% das vagas, os deficientes não conseguem se estabelecer em empregos formais. Se fosse comprida a legislação, pelo menos 827 mil postos de trabalho estariam disponíveis.   

Não é somente no acesso ao trabalho, mas também na categoria das vagas encontradas que sofrem preconceito. Os portadores de deficiência são contratados para cargos mais baixos, mesmo quando têm qualificação. Os mais admitidos são os que têm deficiência leve, que para os empregadores, não são obstáculo para o trabalho. Os deficientes visuais têm o menor percentual de empregabilidade, já que para as empresas é melhor contratar quem implica menor custo.

Antes do mercado de trabalho, portadores de deficiência enfrentam problemas na educação. Mesmo com a previsão de cotas nas universidades desde 2016, a participação deles no ensino superior é de apenas 0,5%. Segundo o IBGE, 60% das pessoas com deficiência têm ensino fundamental incompleto ou são analfabetas. São poucos os que conseguem avançar na educação. Além disso, há dificuldade na acessibilidade física, por questões arquitetônicas, e também metodológicas. (SBBA)


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