Mercado já pressiona pelo fim da valorização do salário mínimo - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 14/09/2018

Mercado já pressiona pelo fim da valorização do salário mínimo

Mercado já pressiona pelo fim da valorização do salário mínimo

Desde 2007, o mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – e pelo Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em 2019, contudo, o mecanismo deixa de valer e o próximo presidente decidirá se muda ou prorroga a regra até 2023.

A ofensiva contra o ganho real dos trabalhadores não é novidade. O discurso de empresários, analistas financeiros e economistas liberais tem se repetido ao longo dos anos, sugerindo que a valorização do salário mínimo levaria ao caos. As previsões catastrofistas eram de rombo nas contas públicas, bancarrota na Previdência, prefeituras quebradas e aumento do desemprego. A experiência, contudo, mostrou o oposto.

Entre 2003 e 2016, o ganho real dos trabalhadores, ou seja, acima da inflação, foi de 77%. Com exceção de 2015 e 2016, – que foram anos de crise política, institucional e financeira – o país manteve o equilíbrio fiscal, houve crescimento da economia e do emprego. 

Quanto ao mantra de que é preciso conter gastos, vale destacar que o apelo tem sido direcionado apenas para as despesas que beneficiam os trabalhadores. Enquanto se questiona a possibilidade de reajustar acima da inflação o salário do trabalhador, que é de R$ 954, não se reclama do salário dos ministros do Supremos Tribunal Federal, que acaba de subir mais de 16%, para R$ 39 mil, por exemplo. (Portal Vermelho)


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