Os trabalhadores diante das eleições 2018 - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 11/09/2018

Os trabalhadores diante das eleições 2018

Os trabalhadores diante das eleições 2018

O capitalismo, como sistema econômico, é extremamente objetivo no sentido de envolver a sociedade em uma máquina de produzir e consumir, de apropriar e desapropriar, de concentrar riquezas e gerar exclusão social.

Ao mesmo tempo, possui o dom de iludir, de convencer a quem está a se beneficiar, que nada vai mudar. A quem está em desvantagem, de que tudo vai mudar, sua renda vai aumentar, sua vida vai melhorar, quem sabe, chagará ao ápice da pirâmide social.

Essa ilusão potencializada pelas lentes da mídia, da sociedade de consumo e da indústria cultural, amplifica a dificuldade dos trabalhadores e demais agentes subalternos do processo de exploração capitalista, de não enxergarem diante do espelho, seus interesses imediatos e futuros.

Trabalhadores são aqueles que desempenham alguma tarefa produtiva ou prestam um serviço necessário à engrenagem da sociedade capitalista. Esse personagem, todo mundo gosta simplesmente porque ele desempenha alguma função que tenha algum valor.

O trabalhador que se vê diante do espelho da vida – aquele que possui senso crítico, defende seus interesses, se organiza e apresenta projeto de sociedade que se contrapõe ao estabelecido pelas elites capitalistas (proprietários dos modos de produção, indústrias, bancos, propriedades agrícolas, comércio e empresas de prestação de serviços), esses não são queridos por quem controla, mantém e se beneficia do sistema. Esse, adquiriu a consciência de classe, maior patrimônio da vida de um trabalhador.

Diante das eleições 2018, por mais que a mídia burguesa queira deturpar nossa visão, o jogo está muito claro.

Dois projetos distintos estão em confronto: o primeiro vinculado a tese da “Ponte para o Futuro”, de Temer, apoiado e compartilhado por todos os partidos e candidatos conservadores: Bolsonaro, Alckmin, Marina, Álvaro Dias, Meireles..., e, o segundo,  que apresenta uma alternativa através de um plano nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e respeito à democracia: Lula/Haddad/Manuela, Ciro e Boulos.

A tese conservadora vai no sentido de aprofundar as reformas de Temer: liquidar completamente com os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais. Além de cercear completamente a democracia. Fato preocupante é que, dentre os candidatos do campo conservador, existem três que, além de ultraliberais, ainda apresentam um viés autoritário, de caráter fascista para a execução do seu propósito: Bolsonaro, Daciolo e João Amoêdo.

Cabe aos trabalhadores e segmentos progressistas, que defendem o desenvolvimento com a valorização do trabalho e a inclusão social, o voto e o apoio a quem está vinculado com tais propósitos, elegendo presidente e governador. Quanto ao legislativo, temos o dever de lutarmos pela eleição de quem francamente defende a revogação da reforma trabalhista, da terceirização e da Emenda Constitucional 95 que congelou por 20 anos os investimentos sociais, sobretudo, em saúde e educação.

Não podemos desistir do nosso país e do nosso futuro. O Brasil somos nós. Entusiasmados de esperança e alegria, venceremos!

 


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