Crise atinge segmentos que apoiaram o golpe - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 03/09/2018

Crise atinge segmentos que apoiaram o golpe

Crise atinge segmentos que apoiaram o golpe

A crise econômica, que se agravou consideravelmente a partir do golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016, pelo fato de o governo ter reduzido os investimentos, cortado políticas públicas e beneficiado apenas o mercado, começa a atazanar a vida de estratos superiores da pirâmide social. Segundo o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), 10,8% da inadimplência registrada em julho partiram de pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos por mês.

A grosso modo, é o que se pode chamar de “o feitiço contra o feiticeiro”. Afinal, trata-se da faixa salarial onde se inclui a grande maioria da população brasileira que bateu panela em favor do impeachment, estimula a campanha de ódio contra os movimentos populares, respalda abusos do Judiciário, admira o autoritarismo, detesta pobre e se curva aos ricos. Enfim, se seduz pelas elites.

O professor Ladislau Dowbor, da PUC-SP, chama atenção para as absurdas taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro, o setor mais lucrativo da economia nacional, disparadamente. Ele acusa os bancos de “agiotagem”. Com o agravamento da crise e no desespero para não deixar despencar o padrão de vida, as classes médias, principalmente as pessoas mais consumistas, recorrem ao cheque especial e ao parcelamento no cartão de crédito. As piores alternativas.

A grave situação política e econômica que o Brasil atravessa só pode ser superada com o restabelecimento da democracia, o respeito à vontade popular e a adoção de um programa de governo aprovado pelo povo nas urnas. Fora disso vamos continuar batendo panelas. (SBBA)


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