Aumento abusivo no plano de saúde do Santander causa revolta - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 07/02/2018

Aumento abusivo no plano de saúde do Santander causa revolta

Aumento abusivo no plano de saúde do Santander causa revolta

Dentre os vários prejuízos impostos pela direção do Santander aos bancários nos últimos meses, um dos que está causando mais indignação é o aumento abusivo na coparticipação dos procedimentos e consultas médicas vinculadas ao plano de saúde oferecido pelo banco. Sem qualquer negociação com o Movimento Sindical, a empresa determinou reajuste de até 20% para quem aciona o convênio médico.

Esse aumento muito acima da inflação (2,95% em 2017) está gerando grande indignação entre os bancários e foi um dos motivos que levou os trabalhadores a deflagrar paralisações em diversos centros administrativos e centenas de agências, no dia 20 de dezembro, e nos call centers, na última quarta-feira (31).

Avalanche de prejuízos – Escorado na reforma trabalhista patrocinada pelo setor empresarial e promovida pelo governo Temer e Congresso Nacional, a direção executiva do Santander impôs acordo de horas extras e fracionamento de férias mediante acordo individual. A nova legislação permite que esses dois temas sejam “negociados” diretamente entre patrão e funcionário – sem acordo coletivo –, em uma correlação desigual de forças, já que o funcionário que não aceitar os termos impostos corre o risco de perder o emprego.

Horas extras – Os executivos do Santander estabeleceram a possibilidade de prorrogar em até duas horas a jornada de trabalho, sendo que a compensação dessas horas extras pode ser feita em até seis meses. Essas novas normas foram impostas aos bancários por meio da assinatura eletrônica em um termo individual, no Portal RH.

Essa imposição afronta o artigo 7º da Constituição Federal que determina: o acordo de compensação de horas só pode ser feito por meio de acordo ou convenção coletiva mediante participação do sindicato.

O acordo coletivo dos funcionários do Santander vigente garante o prazo de um mês para compensação da hora extra, com acrescimento de 50% sobre o tempo a mais trabalhado. Ou seja, o bancário que trabalhasse uma hora além da jornada regular poderia compensar uma hora e meia no prazo de 30 dias. Caso a compensação no prazo de um mês não fosse possível, o período a mais era creditado no salário, com acréscimo de 50% em relação a hora normal de serviço, e com reflexos nas demais verbas salariais, como FGTS, férias e 13º.

A extensão do prazo de compensação para seis meses praticamente impossibilita que o prazo a mais trabalhado se converta em remuneração e reflexos nas demais verbas salariais. Além disso, a mudança também acabou com o acréscimo de 50% para compensação.

Fracionamento das férias – Outra alteração determinada pela reforma trabalhista do governo Temer é a negociação direta entre funcionário e empregador com relação às férias, que poderão ser fracionadas em até três períodos, desde que nenhum deles seja menor do que cinco dias. Na prática, o chefe irá determinar como e quando as férias serão gozadas.

Salário e décimo terceiro – Além dessas duas mudanças, o presidente do banco, Sérgio Rial, apenas comunicou que a partir de março de 2018 o salário passará a ser creditado no dia 30, e não mais no dia 20. E o 13º salário será pago em maio e dezembro, e não mais em março e novembro.

Fonte: SP Bancários


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