Santander é alvo de protestos em todo o país - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 31/01/2018

Santander é alvo de protestos em todo o país

Santander é alvo de protestos em todo o país

O banco Santander é alvo, mais uma vez, de protestos realizados por bancários em todo o país após ter implementado medidas que prejudicam os trabalhadores, sem sequer consultar os funcionários ou seus representantes sindicais. No dia 20 de dezembro o banco já havia sido alvo de protestos.

O banco implantou um sistema para forçar a assinatura em um Acordo Individual de Banco de Horas Semestral. Medida inconstitucional que mostra o total desrespeito do banco espanhol para com os trabalhadores e seus representantes sindicais.

Antes dos protestos, os trabalhadores já haviam se reunido com o banco para questionar a arbitrariedade do banco e solicitarem a suspensão do sistema até que houvesse negociação sobre a implantação da medida. O banco manteve a intransigência e disse que não haveria negociações.

Outras arbitrariedades
Também sem nenhuma negociação, o banco informou a alteração do dia de pagamento dos salários, do dia 20 para o dia 30, e os meses de pagamento do 13º salário, antes março e novembro, agora passam a ser maio e dezembro.

 

Os trabalhadores também sofrem com os aumentos abusivos do plano de saúde, que tem causado dificuldades para muitos deles bancarem os custos. Outro problema constante no banco é o grande número de demissões. Nos últimos dias, o banco dispensou 200 funcionários.

Não bastasse tudo isso, o banco já informou que vai aplicar o parcelamento das férias além de realizar as homologações, em caso de rescisão, no próprio banco, e não no Sindicato ao qual o trabalhador teria assistência.  

Hora de mobilizar
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários tem vigência até 31 de agosto de 2018. No Santander há também um Acordo Aditivo. “Se não reagirmos a esse ataque agora, assim que terminar a vigência do acordo e da CCT, podem ter certeza de que o banco espanhol vai cortar todos os direitos dos trabalhadores que a nova lei trabalhista lhe permite. Ou cruzamos os braços agora ou vai piorar depois”, disse Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

 

O que está acontecendo no Santander pode acontecer também com os demais bancos e também nos outros setores. Todos os trabalhadores precisam estar alertas e apoiar este protesto. Hoje é o banco espanhol que desrespeita e corta os direitos dos brasileiros, mas essa reforma foi feita por encomenda dos empresários. Eles vão querer colocar em prática todo o massacre que ela prevê. Ou a classe trabalhadora se levanta e luta unida desde já, ou quando pensar em fazer isso pode ser muito tarde.

Fonte: Contraf


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