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Em 29/01/2018

A história de José Martí contada em cordel


  

A história de José Martí e da revolução cubana

 Autor: Hamurábi Batista

 

Ele veio à luz em Cuba

A 28 do mês

No final desse janeiro

Do ano 53

Do século dezenove

José Matí, havanês.

 Mariano era o seu pai

 De Valência natural

 Leonor Perez Cabrera

 A sua mãe afinal

 Foi jornalista e filósofo

 Poeta, e intelectual.

Desde a sua mocidade

Suas ideias eram várias

E demonstrou simpatias

Das mais revolucionárias

Que havia entre os cubanos

Germinando aquelas áreas.

 Quando tinha quinze anos

 Uma rebelião surgiu

 Em busca da independência

 O grito bravo e hostil

 Que libertou aos escravos

 Desafiando o poderio.

Foi Carlos Manuel de Céspedes

Quem essa façanha fez

A luta de várias décadas

Começou naquela vez

Daquelas grandes pelejas

Nós destacaremos três.

 Teve a Guerra dos Dez Anos

 Ou Grande Guerra chamada

 Também a Guerra Chiquita

 Durante um ano travada

 E a Guerra Hispano-Cubana

 Ou Guerra Chica falada.

Numa escola secundária

Que cursou na adolescência

Do mestre Rafael Mendive

Nutriu a grande influência

Contra o domínio espanhol

A total independência.

 Iniciou na política

 O seu ativismo honrado

 Nuns jornais separatistas

Diretamente empenhado

Mas seu professor Mendive

Foi preso e após deportado.

 Com a prisão de seu mestre

 Cristalizou sua luta

 Numa atitude rebelde

 Muito forte e resoluta

 Versus a Espanha invasora

 Acrescentando à disputa.

No ano 69

Aos seus dezesseis de idade

Publicou folhas impressas

E fez a publicidade

De ideias separatistas

E o rumo da liberdade.

 Distribuiu um periódico

 Numa intenção temporária

 Por esse motivo preso

 Em uma ação arbitrária

 Por divulgar conteúdo

 De ordem revolucionária.

Pelo invasor espanhol

Foi ele então condenado

A seis anos de prisão

Sob trabalho forçado

 Que acabou resultando

 Bastante debilitado.

Sendo assim que conseguiu

A um indulto obter

No ano 71

Para dalí ocorrer

Deportação para Espanha

Onde passou a escrever.

 Seu estilo idealista

 Mui presente e vigoroso

 O tornara conhecido

 E bastante estudioso

 E dedicou se ao Direito

 Com um zelo prestimoso.

Da República Espanhola

Viu sua proclamação

Quando escreveu sua crítica

À grande contradição

“Revolução na Espanha

E lá em Cuba a opressão.”

 No ano 74

 O doutorado ele fez

 Em Letras, Filosofia

 Como também fez em Leis

 Naquela universidade

 Que em Zaragoza perfez.

No ano 75

Para o México partiu

Se aproximando de Cuba

O objetivo incluiu

Com a população indígena

José Martí interagiu.

 Sendo assim intensificou

 O que batalhava em prol

 A luta contra o racismo

 E o clamor de sol a sol

 A exploração da igreja

 E o domínio espanhol.

Quando a Guerra dos Dez anos

Finalmente terminou

Seguindo destino a Cuba

Jose Martí regressou

E com Calixto Garcia

Ao Comitê que fundou.

 Um ano de seu regresso

 De novo foi deportar

 Quando da Guerra Chiquita

 Não pode participar

 Mas pros Estados Unidos

 Foi da Espanha pra lá.

Em Nova York entretanto

Ao Comitê organiza

O seu primeiro discurso

Nos States realiza

Forças revolucionárias

Num chamado prioriza.

 “Com lágrimas não se conquista

 Para os direitos o endosso

 Para o futuro sombrio

 Se abandonarmos o esforço

 Da nossa terra assolada

 E sufocada no fosso.”

Viajou pra Venezuela

No ano de 81

Achou com Simon Bolívar

A identidade em comum

“Os latinos das Américas

O povo todo é só um.”

 Far-se-ia a pátria livre

 E próspera a sua classe

 Se dos Estados Unidos

 A gente se afastasse

 E cultivasse o cultura

 Que ela mesma criasse.

Fundou o PRC

No ano 92

Escreveu um documento

Pra insurreição que propôs

Chamado de Montecristi

O Manifesto que expôs.

 E regressou para Cuba

 Do Haiti proveniente

 Quando seiscentos soldados

 De forma surpreendente

 Emboscaram-no num ataque

 Deveras muito potente.

Em 19 de maio

Foi baleado e abatido

Sendo depois destacado

Por mentor reconhecido

Da Revolução Cubana

Diretamente influído.

 José Martí das Américas

 Ele é de todos países

 Do continente é a voz

 Das lutas as mais felizes

 Pra derrotar o império

 As principais diretrizes.

Do imperialismo nascente

A denúncia efetivar

Das terríveis consequências

Que poderá provocar

Caso os revolucionários

Não consigam se ajuntar.

 “Pois o revolucionário

 Não busca por seu prazer

 Porém o lado que possa

 Habituar-se ao dever

 Pois os seu sonho de hoje

 É Lei que amanhã vai ser.”

“Ardentes e ensanguentados

Dos séculos, no caldeirão

Notou a ferver os povos

Ao dirigir sua visão:

No futuro a diferença

É resultante da ação.”

 FIM



De Vitória (ES),  Cláudio Machado para o Portal Vermelho



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