SAÚDE EM ITABUNA Falta compromisso, competência e responsabilidade - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 21/07/2011

SAÚDE EM ITABUNA Falta compromisso, competência e responsabilidade

SAÚDE EM ITABUNA
Falta compromisso, competência e responsabilidade
* Jorge Barbosa

Na discussão acerca de uma solução para os problemas da saúde em nosso município, uma análise superficial expõe interesses espúrios pairando sobre nós. Na reunião ocorrida no dia 19/7, na FTC com representantes dos conselhos municipal e estadual de Saúde, da SESAB e da secretaria municipal de Saúde, além de políticos da cidade e dirigentes sindicais, mais uma vez perdurou o impasse.
A SESAB reafirmou a proposta de estadualização do Hospital de Base, a secretaria municipal de Saúde apresentou a proposta de administração compartilhada e reivindicou mais uma vez o retorno da gestão da média e alta complexidade.
Quanto à perda da gestão da média e alta complexidade, o município perdeu devido a inadimplência junto aos fornecedores e a denúncias de corrupção. É bom enfatizar que os recursos continuam sendo enviados ao município e que quem determinou a perda da gestão foi o Conselho Estadual de Saúde e não a SESAB. Além disso, para credenciar-se ao retorno da gestão da plena, o município deve apresentar a otimização dos serviços prestados pela atenção básica, ou seja, os postos de saúde, o que não vem acontecendo.
Em relação ao Hospital de Base, o município mantém a mesma idéia: mais recursos do governo do Estado. Contudo, não se propõe a investir mais que R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) mensais nem exercer uma reforma administrativa que corrija as distorções objeto de diversas denúncias.
A secretaria de Saúde do Estado (SESAB) argumenta que seria irresponsabilidade com os recursos públicos, injetar mais dinheiro em uma estrutura que não demonstra transparência. Enquanto isso, a administração municipal continua fazendo o discurso vazio do falso patriotismo, ou seja, que o governo do Estado quer “tirar” o HBLEM do município de Itabuna, uma estrutura criada com os recursos públicos municipais, além do terrorismo de afirmar que a estadualização levaria o desemprego aos servidores do hospital.
A proposta do Estado é a cessão do HBELEM pelo prazo de 20 anos, com a possibilidade da denúncia do contrato a qualquer tempo por qualquer uma das partes. Assim, fica evidente que não interessa ao estado a aquisição do hospital e sim contribuir para que ele saia do atual processo de sucateamento.
Por outro lado, não é através da possível terceirização da administração clínica e hospitalar que chegaremos à efetiva competência e eficiência na gestão do SUS, muito pelo contrário, terceirização significa sempre degradação das condições de trabalho via redução de custos com pessoal. Outrossim, é um atestado de incapacidade ao gestor público, que como alternativa a perene má administração e corrupção dos agentes públicos é obrigado a recorrer ao privado para administrar o bem público.
O que está por trás disso é a visão de se enxergar nos instrumentos da administração pública, sobretudo, as unidades de saúde “cabos eleitorais”, noutras palavras, a utilização do assistencialismo e clientelismo político através da facilitação de consultas, exames e cirurgias para os apaniguados desse ou daquele candidato. Infelizmente, tal prática é utilizada por quase todos os partidos políticos e seus respectivos agentes. Servindo-se da carência do povo para manter as mesmas estruturas arcaicas e corruptas com o patrimônio do próprio povo.
Cabe compromisso, competência e responsabilidade para buscarmos uma solução mesmo que parcial para o Hospital de Base e a saúde de Itabuna. Não podemos continuar convivendo com uma saúde debilitada e agonizante em nosso município.
Estadualização SIM. Não como panacéia, mas como um caminho para o atendimento digno aos usuários do SUS.
*Jorge Barbosa, é presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região e coordenador da CTB/Regional Sul da Bahia

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