TEMER SANCIONA REFORMA TRABALHISTA - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 14/07/2017

TEMER SANCIONA REFORMA TRABALHISTA

TEMER SANCIONA REFORMA TRABALHISTA

O último golpe nos direitos trabalhistas foi desferido pelo seu carrasco: Michel Temer, um verdadeiro capitão do mato dos banqueiros e maus empresários. Na tarde de ontem (13), o ilegítimo alçado à presidência por meio de um golpe sancionou o PLC 38, a chamada reforma trabalhista, que na prática é um completo desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho. Após ser publicado no Diário Oficial, o que deve ocorrer nos próximos dias, a agora nova lei entra em vigor em 120 dias.

Temer, o grande testa-de-ferro do desmonte idealizado pelo mercado e por banqueiros, inicialmente queria empurrar a reforma por Medida Provisória. Acabou recuando e enviou a reforma por meio de projeto de lei do executivo. Apresentada em uma cerimônia com pompa e circunstância – e a alardeada presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaff – em 22 de dezembro de 2016, “um belíssimo presente de Natal” para os brasileiros, disse na ocasião.

O projeto anunciado veio pronto para ser aprovado, já estabelecendo, por exemplo, que acordos ou convenções coletivas passariam a ter força de lei, mesmo quando inferiores a ela. O chamado negociado sobre o legislado coloca em risco férias, jornada de trabalho, intervalos de intrajornada, plano de cargos e salários, banco de horas, entre outros.

Na noite de 11 de julho o plenário do Senado aprovou a reforma por 50 votos a 26. A promessa da MP não durou mais do que alguns minutos, já que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, ainda na mesma noite, que não ia colocar nenhuma medida para ser apreciada.

Sendo assim, e sem mudanças que desagradassem os fiadores de seu mandato, Temer recebeu de volta seu projeto, já devidamente aprovado graças à sua tropa de choque, para com uma caneta transformá-lo em lei e acabar com os direitos trabalhistas. E assim o fez, aplaudido pelo seu ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, que inclusive discursou.

"Esse projeto é a revelação de como esse governo age", resumiu, durante a cerimônia de assinatura, o presidente que não tem o crivo do povo para exercer o mandato, só do patronato brasileiro.

Fonte: SP Bancários


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