Bancárias da Bahia e Sergipe rejeitam reformas do Governo Temer e exigem “Diretas já!” - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 22/05/2017

Bancárias da Bahia e Sergipe rejeitam reformas do Governo Temer e exigem “Diretas já!”

Bancárias da Bahia e Sergipe rejeitam reformas do Governo Temer e exigem “Diretas já!” Conclamando as mulheres à luta contra as ameaças aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e pelas “Diretas já!”, aconteceu neste final de semana o II Encontro das Bancárias da Bahia e Sergipe, no Hotel Fazenda Amoras, em Conceição de Almeida, no Recôncavo Baiano. Neste sábado (20), pela manhã, foram debatidas a conjuntura política e econômica e as consequências das reformas trabalhista e previdenciária do Governo Temer para as mulheres.


No encontro, Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, fez uma explanação sobre o momento político e econômico em que o Brasil vive, quando os direitos dos trabalhadores e a democracia estão ameaçados pelo golpista Governo Temer. Destacou a importância da luta, de homens e mulheres, no Congresso Nacional e nas ruas, em defesa dos interesses dos trabalhadores e pelas “Diretas Já!”. “Não podemos passar para a história como a geração dos covardes, precisamos ter coragem neste momento”, declarou.

Augusto denunciou o Governo Temer como agente do golpe contra os trabalhadores, com propostas prejudiciais à sociedade, como a PEC do teto dos gastos e as propostas de reformas trabalhista e previdenciária. Salientou a necessidade de que homens e mulheres se levantem em defesa do país e de seus direitos. “Não nos interessa apenas o Fora, Temer!, a gente quer que o povo restaure a democracia no Brasil!”, afirmou.

Reformas trabalhista e previdenciária - Sobre as consequências das reformas trabalhista e da Previdência para as mulheres, Dra. Rosimeire Lopes Fernandes, juíza do trabalho, lembrou que “a ordem jurídica deve estar em prol da dignidade humana, não o inverso” e que as propostas não são de reforma, mas de “demolição”. Além de que são inconstitucionais, pois não respeitam os princípios de igualdade e justiça social da Constituição.

Para Dra. Rosimeire, o objetivo da Previdência é o bem-estar e a justiça social, assim tratar a mulher de forma diferenciada não é uma concessão, já que trabalham mais, ganham os menores salários e a maioria trabalha de forma precária. Na sua avaliação, a reforma previdenciária será péssima para toda a sociedade, porém pior para as mulheres, principalmente, as pobres, pois a maioria se aposenta por velhice e recebe pensão por morte, acúmulo de benefícios que será proibida pela reforma, reduzindo à metade a renda da mulher. “O objetivo da reforma é postergar ao máximo à obtenção da aposentadoria”, concluiu.

Em relação à reforma trabalhista do Governo Temer, Dra. Rosemeire afirma que “se soma à tragédia da reforma da Previdência”, pois “começa por detonar o direito do trabalhador de ir à Justiça por seus direitos”. Também destacou outros pontos prejudiciais no projeto, como: restrição ao conceito de trabalho escravo; implantação da terceirização ampla e irrestrita, com a ampliação do conceito da atividade-fim, precarizando o trabalho e destruindo a organização sindical; jornada intermitente, que significa que ao final do mês o trabalhador não saberá quanto irá ganhar; prevalência do negociado sobre o legislado; permissão para que as mulheres lactantes e gestantes trabalhem em ambientes insalubres; parcelamento de férias e determinação de pré-aviso para a fiscalização do trabalho. “É uma tragédia, é um tsunami social”, desabafou.

Participaram do Encontro, promovido pela Diretoria para Assuntos de Gênero da Federação, 168 representantes das entidades sindicais filiadas, sendo 132 bancárias e 36 bancários. Estiveram presentes os sindicatos da base de Feira de Santana, Sergipe, Extremo Sul, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Ilhéus, Irecê, Itabuna, Camaçari e Bahia.


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