Bancários exigem contratações e fim da pressão das metas do Santander - Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
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Em 25/05/2011

Bancários exigem contratações e fim da pressão das metas do Santander


Bancários exigem contratações e fim da pressão das metas do Santander

A Contraf, federações e sindicatos voltaram à mesa de negociação para debater condições de trabalho nas agências com a direção do Santander. A reunião aconteceu nesta segunda-feira 23, na Torre Santander, em São Paulo.

"Tratamos de diversos assuntos, que giram em torno de dois principais temas: falta de funcionários e assédio moral", relata o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) da Contraf, Marcelo Sá.

Os trabalhadores insistiram na importância de mais agilidade por parte do banco no programa de mobilidade interna, que foi implantado após pressão dos trabalhadores e tem como objetivo evitar demissões e incentivar a realocação de funcionários. "São medidas que precisam ser adotadas com urgência, a situação nas agências é dramática em alguns casos e o Santander está se tornando o pior banco para se trabalhar", afirma Marcelo.

O dirigente sindical destaca que uma das reivindicações levadas à mesa foi o fim do desvio de função, causado pela falta de funcionários. "É comum que coordenadores de atendimento precisem abrir caixas para cobrir buracos. Isso é inadmissível."

Assédio moral

Os bancários cobraram o fim das metas individuais e a instauração das metas coletivas e reivindicaram o fim de práticas de cobrança abusiva que incentivam o assédio moral. "Queremos o fim das reuniões diárias para cobrança de metas e o fim das metas para a área operacional. Os caixas e os gerentes e coordenadores de atendimento precisam focar na retenção de clientes e não na venda de produtos. O Santander está perdendo muitos clientes por conta das metas para esses bancários", lembrou.

A direção do banco já havia garantido em outras oportunidades que os caixas não devem ter metas para venda de produtos. "Queremos que seja feita uma orientação por escrito para a rede, pois esse tema já vem sendo debatido há anos e persiste em muitas agências", disse Marcelo.

Foi também cobrado o fim do trabalho de prospecção de clientes em universidades após a jornada. "Entendemos a importância de novos clientes, mas isso não pode se dar à custa de trabalho após a jornada. O banco precisa definitivamente das realocações advindas do programa de mobilidade interna."

A direção do Santander vai analisar as reivindicações e responderá na próxima reunião, na segunda quinzena de junho.


Fonte: Seeb São Paulo


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