Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:6811
Em 10/11/2015

ENTREVISTA COM JORGE BARBOSA SOBRE A CAMPANHA SALARIAL 2015

ENTREVISTA COM JORGE BARBOSA SOBRE A CAMPANHA SALARIAL 2015

 

1)    Qual o maior ganho da greve dos bancários 2015?

 

Jorge: Derrota da proposta de arrocho salarial defendida pela Fenaban de reajuste abaixo da inflação. Além disso, segundo o Dieese, 11,2 bilhões serão injetados na economia até o final do ano. É a redistribuição de parte do lucro dos bancos através de salários, beneficiando a muitos e não apenas um punhado de famílias concentradas na região mais rica do Brasil.

 

2)    E a condução do movimento?

Jorge: A posição da CTB dentro do Comando Nacional dos Bancários foi de que deveria haver um tensionamento maior após a proposta de 10%, no sentido de reafirmar que a rentabilidade dos bancos não foi nem será afetada pela política macroeconômica que continua a privilegiar o sistema financeiro através de juros altos, e a geração de superávit primário. Poderíamos ter sido mais ofensivos!

 

3)    Qual o papel da CTB?

Jorge: A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, deu uma grande contribuição à categoria bancária quando através da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe apresentou ao Comando Nacional dos Bancários a proposta de: Acordo só com aumento real, o que foi acatado e norteou a negociação.

 

4)    A respeito da participação dos bancários?

Jorge: A categoria precisa entender que é necessário o envolvimento com o movimento. Além da participação nas assembléias, é preciso construir a greve, no objetivo de convencer mais colegas a adesão através da efetiva permanência em frente às agências. Só com mais participação, é que contaremos com maior adesão. Avançaremos com mais consciência e ação.

 

5)    Como será lembrada?

Jorge: Mediante o duro enfrentamento a intransigência e arrogância dos bancos, que tentaram impor o arrocho salarial com o reajuste abaixo da inflação. É bom sempre ressaltar que é o segmento mais lucrativo da economia nacional, que mesmo em plena crise, a estimativa é de aproximadamente 70 bilhões de lucro líquido em 2015.

 


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