Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:5180
Em 25/03/2015

CORRUPÇÃO: VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO?

CORRUPÇÃO: VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO? É bom esclarecer que corrupção é crime (Art. 317 e 333 do Código Penal) e, como tal, deve ser tratada: denúncia, investigação, julgamento e punição. Contudo, no sentido genérico, corrupção é toda vantagem indevida que alguém pode usufruir em decorrência da ocupação de determinado cargo ou posição social. “A ética é a referência a princípios humanitários fundamentais, comuns a todos os povos, nações, religiões e outras tantas comunidades. A falta e a quebra da ética ameaçam todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país, sobretudo quando acontece na esfera política, o efeito é mais destruidor. Isto se dá porque a política é o ponto de equilíbrio de uma nação e o político deve ser um exemplo para a sociedade”. Vivemos em uma sociedade completamente corrupta e hipócrita, onde quem pratica ato de corrupção é “esperto”, “sabido”, “aproveita as oportunidades”. Todavia, quem é flagrado cometendo o ato é imediatamente taxado de corrupto, ladrão... Vamos passar o Brasil a limpo? Então comecemos em nossas relações pessoais e profissionais, não beneficiando um filho em detrimento do outro, não buscando expedientes espúrios para retirar multas de trânsito, não praticando “caixa dois” para evitar tributação de verbas trabalhistas, não contratando trabalhadores sem carteira assinada, desrespeitando os direitos de empregadas domésticas, sonegando declaração de imposto de renda... Vamos enfrentar a corrupção no setor público? Então aumentemos as penas e enfrentemos o debate acerca do fim do financiamento privado de campanhas eleitorais. Não o único, mas com certeza um dos maiores culpados pela relação prostituída entre o privado e o público, quando os mandatos, com honrosas exceções, estão a serviço, em primeiro lugar dos doadores e financiadores daqueles que buscam o voto popular e, no vale-tudo, rebaixam ou anulam o debate político-ideológico ao tráfico de influências, a promessas de emprego, a demagogia e a compra e venda do eleitor. As campanhas eleitorais devem ter os seus gastos contidos a fim de evitar a forte influência do poder econômico nos resultados eleitorais. É de estranhar candidatos gastarem mais em campanha do que o que eles vão ganhar durante o exercício do mandato. Necessitamos aperfeiçoar nossa jovem e revigorada democracia que está a completar, apenas, 27 anos. Uma reforma política democrática no sentido de ampliar a representação, fortalecer o vínculo partidário, estabelecer critérios políticos, ideológicos e de legitimidade para criação de partidos políticos, além de determinar o financiamento público das campanhas eleitorais, já seria um bom começo ao enfrentamento da sistêmica corrupção presente no aparelho de estado do nosso país. Por Jorge Barbosa de Jesus – Presidente do Sindicato dos Bancários de Jesus.

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