Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:4678
Em 27/10/2014

Carta Aberta aos Trabalhadores dos Bancos Públicos Federais

Carta Aberta aos Trabalhadores dos Bancos Públicos Federais Minhas caras e meus caros trabalhadores dos Bancos Públicos Federais, É com satisfação, carinho e confiança que me dirijo a vocês. Satisfação por termos cumprido, desde o primeiro dia de governo do Presidente Lula e em todo meu governo, nosso compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos. Recuperamos a capacidade do Banco do Brasil, da Caixa, do BNDES, do BNB e do BASA de atuar em favor do Brasil. O primeiro e fundamental passo foi a valorização dos bancários, recuperando o valor dos salários com aumentos reais, aumentando o valor da PLR, preservando o emprego e aumentando o quadro de funcionários, restabelecendo direitos que foram retirados dos trabalhadores por governos anteriores e incorporando reivindicações do movimento sindical. Tenho um carinho especial pelos bancos públicos que, nos últimos 12 anos, encontraram um caminho de agentes de políticas públicas, em que se combinaram a atuação no mercado e o seu papel social. O comportamento dos bancos públicos na crise em 2009 foi exemplar, quando, por orientação do Governo Federal, forneceram crédito em grande volume para que a sociedade brasileira mantivesse a atividade econômica e o nível de emprego. Enquanto os bancos privados reduziam o crédito e encareciam seu custo, os bancos federais aumentaram os recursos disponíveis e permitiram a continuidade da geração de emprego e renda. O protagonismo dos bancos públicos é inegável e os avanços da economia brasileira nos últimos 12 anos tiveram nestas instituições um grande suporte financeiro. É esse o modelo que defendemos, ao contrário do modelo tucano que relegou os bancos públicos a meros coadjuvantes do sistema financeiro privado, deixando a atividade produtiva à mercê de extorsivas taxas de juros. Sabemos onde vai dar esse caminho equivocado: demissão, arrocho e, por fim, privatização, como ocorreu com os bancos estaduais no passado. Acreditamos que há espaço para todos, dentro de uma concorrência saudável e com papéis complementares. Mas o Brasil não pode abdicar do potencial indutor da economia que têm os bancos públicos. O que seria do crédito agrícola sem o Banco do Brasil? Como poderíamos incentivar a construção civil e a construção de moradias sem a Caixa? Como financiaríamos obras de infra-estrutura, de suprimento de energia e em apoio aos investimentos das indústrias sem o BNDES? Como incentivaríamos o desenvolvimento regional sem o BASA e o BNB? Programas como o Minha Casa Minha Vida, Pronaf, FIES, Bolsa Família, o desenvolvimento regional sustentável, a inclusão digital, os investimentos em infraestrutura como os VLTs, BRTs, aeroportos, hidrelétricas, energia eólica, somente têm sucesso com o apoio operacional e o financiamento dos bancos públicos. Tenho confiança de que estamos no caminho certo em nosso compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, que são indispensáveis para a economia brasileira e um patrimônio da sociedade. Juntos, bancos públicos, seus funcionários e o Governo Federal, fizemos muito, e faremos muito mais. Dilma Rousseff

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