Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:4528
Em 08/09/2014

Terceirização de Marina afetará emprego dos bancários

Terceirização de Marina afetará emprego dos bancários Os bancários tanto da rede privada quanto da pública não têm motivos reais para votar na candidata do PSB a presidência da República, principalmente se querem preservar seus empregos. A candidata que se intitula da “nova política” apregoa em seu programa de governo a instituição da terceirização irrestrita no Brasil. Isso quer dizer muita coisa desagradável para o mundo do trabalho tal qual conhecemos hoje. Em primeiro lugar, a terceirização sem limites como Marina quer afetará o emprego em todos os setores da economia. E todos nós sabemos que terceirizar significa arrocho salarial e desemprego, pois as empresas vão dispensar trabalhadores para recontratá-los como prestador de serviço, rebaixando seus direitos e seus salários. Os bancos estão afoitos pela vitória desta candidata cujo programa de governo consegue ser mais neoliberal que a do próprio PSDB. Com a ampliação da terceirização simplesmente você bancário que tem sua vida laboral organizada com carteira assinada com todos os direitos sociais garantidos além dos direitos conseguidos pela luta de seu sindicato, a exemplo da gratificação semestral, cesta alimentação, tíquete, plano de saúde, vale cultura, entre outros, terá que se acostumar com a precária vida de um terceirizado. O Projeto de Lei 4330, que tanto lutamos ano passado para barrar sua votação no Congresso Nacional prevê isso: Qualquer atividade de uma empresa possa ser terceirizada. Estamos falando de qualquer atividade. Nos bancos isto significa que os caixas podem ser terceirizados, os escriturários e até gerentes. Portanto, pense bem neste voto sem sentido para a classe trabalhadora. Uma candidata que adotará praticas neoliberais não só para o mundo do trabalho mas também para assuntos de soberania nacional como desprezar o pré sal, privatizar o ensino, entregar o Banco Central ao mercado, diminuir o papel dos bancos públicos, entre outras famigeradas medidas. Este período nós já vivemos na era FHC. Retornar a isso é um desserviço ao país. *Ricardo Carvalho, funcionário do Itaú/Unibanco e diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

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