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Em 15/04/2020

Trump confirma suspensão de verba para a OMS em plena pandemia

Trump confirma suspensão de verba para a OMS em plena pandemia O presidente norte-americano Donald Trump confirmou hoje, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, que suspenderá temporariamente o envio de dinheiro para a OMS (Organização Mundial de Saúde) em meio à pandemia do novo coronavírus.


Trump disse que fará uma nova análise sobre o papel da OMS, segundo ele, na má administração e na tentativa de encobrir a disseminação da covid-19. Até ter um novo resultado, a verba será suspensa.

“Hoje (terça-feira) estou instruindo meu governo a suspender o financiamento à Organização Mundial de Saúde enquanto uma revisão está sendo conduzida para examinar o seu papel na má gestão e acobertamento da propagação do coronavírus”, afirmou Trump, durante um dos tensos e diários briefings na Casa Branca.

Nos jardins da Casa Branca, Trump disse que a OMS “fracassou em seus deveres básicos e deve ser responsabilizada”. Além disso, ele acusou a organização de “defender as ações do governo chinês, inclusive elogiando a sua assim chamada transparência”. Curiosamente, o próprio Trump elogiou as ações de Pequim, em postagem no Twitter no dia 24 de janeiro, inclusive ressaltando a transparência do governo local.

O presidente justificou que, enquanto os EUA impuseram restrições de viagem à China durante os estágios iniciais do surto, a OMS “se opôs”. “Outras nações e regiões que seguiram as diretrizes da OMS e mantiveram suas fronteiras abertas para a China aceleraram a pandemia em todo o mundo”, declarou na coletiva.

Trump continuou: “A decisão de outros países importantes de manter as fronteiras abertas foi uma das grandes tragédias e oportunidades perdidas desde os primeiros dias [da pandemia]”.

Na semana passada, no dia 7 de abril, Trump já tinha ameaçado suspender o envio de dinheiro para a instituição, que ele avaliou que vem cometendo uma série de erros e está centrada muito em medidas “pró-China”.

Trump afirmou que se trata de repasses que ultrapassam o valor de US$ 58 milhões. No mesmo dia, pela manhã, o presidente foi ao Twitter criticar a OMS. “A OMS realmente estragou tudo. Por alguma razão, financiada em grande parte pelos Estados Unidos, mas muito centrada na China. Daremos uma boa olhada nisso. Felizmente, rejeitei o conselho deles de manter nossas fronteiras abertas à China desde o início. Por que eles nos deram uma recomendação tão falha?”, escreveu na ocasião.

Os EUA já ultrapassaram a marca de 600 mil casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus, anunciou hoje a Universidade Johns Hopkins, que vem monitorando a covid-19 em todo o mundo. Segundo os dados coletados pela universidade, até pouco depois das 20h (horário de Brasília) de hoje eram 602.989 casos, com 25.575 mortes.

OMS nega acusações de Trump

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) negaram na semana passada, após as acusações de Trump, que o órgão seja “centrado na China” e disseram que a fase aguda de uma pandemia não era a hora de cortar financiamentos.

“Os contribuintes americanos pagam entre US$ 400 e US$ 500 milhões por ano à OMS. Por outro lado, a China paga o equivalente a US$ 40 milhões”, disse o presidente. Segundo números da organização, os EUA contribuíram com US$ 400 milhões em 2019 e US$ 56 milhões em 2020, enquanto a China, segundo país na lista, desembolsou US$ 28,7 milhões.

“Ainda estamos na fase aguda de uma pandemia, então agora não é hora de reduzir o financiamento”, disse o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, em coletiva de imprensa virtual.

Bruce Aylward, consultor sênior do diretor-geral da OMS, também defendeu a relação da agência com a China, dizendo que o trabalho com as autoridades de Pequim era importante para entender o surto, que começou em Wuhan.

“Foi absolutamente fundamental, no início deste surto, ter acesso total a tudo o que era possível, entrar em campo e trabalhar com os chineses para entender isso”, disse ele a repórteres.

“Isso foi o que fizemos com todos os outros países afetados, como a Espanha, e não teve nada a ver com a China especificamente.”

Fonte: Portal Vermelho


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