Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:11064
Em 25/08/2017

Brasil, um quintal novamente: não podemos deixar!

Brasil, um quintal novamente: não podemos deixar!

Vivemos a fase do capitalismo, ora marcada pela concentração, centralização, financeirização e de caráter neocolonial, ora com tensões geopolíticas e conflitos regionais. A nova ordem mundial segue em transição para a multipolaridade, diante do lento declínio dos EUA, da ascensão de países emergentes, como a China Socialista e a Rússia. A crise capitalista segue esfacelando o setor produtivo, os direitos sociais e trabalhista, ou seja, uma ofensiva contra os povos que resistem às investidas neoliberais. Trata-se de um novo Consenso de Washington, em que volta à tona as velhas receitas neoliberais -  privatizações e os cortes nos investimentos sociais, e o Estado mínimo – para salvaguardar o capitalismo. No Brasil, esse avanço segue com o desmonte da engenharia nacional de forma acelerada, como nunca visto antes na história do país. As empresas nacionais e públicas, estão perdendo espaços no mercado diante do privilégio ao capital estrangeiro e da falta de financiamento. É o Estado mínimo em detrimento do capital financeiro, sendo caracterizado no congelamento de investimentos sociais, na aprovação da terceirização em todas atividades, na reforma trabalhista e na possibilidade da reforma da previdência. A elite brasileira demonstra mais uma vez seu caráter de entreguista e submissa ao capital financeiro. Mais do mesmo, é o álibi para entregar das nossas riquezas, cujo objetivo seria inserir o país na globalização, e na volta do crescimento econômico. Confundem globalização com entreguismo. Por isso, essa elite não tem condições de conduzir o país no rumo do projeto de desenvolvimento nacional.

Os bancos públicos de caráter social e estratégico, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, sofrem com o desmonte e sucateamento, situadas nas medidas ultraliberais de Michel Temer, e seus aliados do PSDB, DEM, PP, dentre outros. Por isso, a necessidade vital da campanha em defesa do nosso patrimônio, que são as empresas públicas que podem muito contribuírem para o fortalecimento da nação.

O senário fica mais dramático para os interesses nacionais, se dá com mais um golpe do governo Temer, que anunciou novas privatizações. A bola da vez está sendo a Eletrobrás, no qual o governo anunciou reduzir a participação da União do capital da empresa. A outra será com Vale, em que reduzirá o controle acionários obtidos pela Caixa Econômica, Banco do Brasil e Petrobrás. Pra completar a tragédia brasileira, o governo anunciou também a previsão de privatizar mais de 50 projetos públicos

Paralelo a isso, a Quarta Revolução Industrial vai transformar as relações de trabalho, com a Internet das Coisas. Com o objetivo de aumentar a taxa de lucro, é intensificada a introdução de novas tecnologias.  Não se pode ter medo do novo que sempre vem, mas, precisamos prestar atenção, do impactos no mundo do trabalho (e no aumento do desemprego), e é preciso entender que essa transformação está vinculada com as necessidades do capitalismo na contemporaneidade.

A desesperança volta ocupar o cotidiano do nosso povo e o sentimento ‘Complexo de Vira-Lata’ se reforça com esse momento vergonhoso. A campanha midiática contra a política só reforça na maioria do povo o desinteresse em participar e transformar a política. Mas, cabe a nós trabalharmos mais para conquistar mais brasileiros.

 Precisamos ir encontrando caminhos que agregue setores que tenham interesses em desenvolver o país, com produtividade, geração de emprego, investimento sociais, garantia de direitos e aprofundamento da democracia. Ou seja, a palavra de ordem, é lutar pra garantir que o Brasil não seja novamente o quintal da especulação financeira e do centro do capitalismo, liderado pelos Estados Unidos. Precisamos ser uma potência.

 

 *Assessor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

*Graduando em Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades na UFBA

 


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