Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região - artigo_id:10782
Em 22/06/2017

VIVA AS TRADIÇÕES NORDESTINAS!

VIVA AS TRADIÇÕES NORDESTINAS!

Iniciamos as nossas breves argumentações esclarecendo que apreciamos as distintas manifestações artísticas e culturais. Sobretudo, às de origem étnicas, tradicionais e populares.

Enfatizamos o necessário debate acerca da ética e da Indústria Cultural que busca, a todo momento, apresentar pacotes de ‘burrificação’, através dos grandes meios de comunicação.

A Indústria Cultural encoraja uma visão passiva e acrítica do mundo ao dar ao público apenas o que ele quer, desencorajando o esforço pessoal pela posse de uma nova experiência estética. Ela apresenta apenas o conhecido, o já experimentado. Por outro lado, essa indústria prejudica também a arte séria, neutralizando sua crítica a sociedade.

Quando vamos a uma apresentação de Rock And Roll, Reggae, Ópera, Samba, Frevo, Maracatu, Carimbó, queremos ouvir, naturalmente, tais gêneros.

Não é de hoje que as festas juninas do nordeste vêm sendo descaracterizadas. Principalmente pela invasão de ritmos que nada têm a ver com as nossas tradições. Finalmente, levantam- se vozes com repercussão na mídia contestando essa aberração que, diga-se passagem, tem muitas vezes o apoio do poder público.

Que relação podemos encontrar entre a “plastificação” do “sertanejo universitário” (não é necessário frequentar a universidade para produzir algo tão desclassificado), o arrocha, ou mesmo o “forró eletrônico” com o baião, o xote, o xaxado, o côco, o arrasta-pé?

Faz-se também necessário uma reflexão sobre  letras de “músicas” de gêneros como o “sertanejo estilizado” (respeitamos o sertanejo de raiz), o funk carioca, a swingueira baiana, o arrocha e o forró eletrônico, cujas abordagens são, geralmente, a ostentação capitalista, a degeneração moral, a infidelidade amorosa, a desvalorização da mulher e até a misoginia.

Os jovens que estão vivendo as primeiras experiências amorosas e sexuais são bombardeados por “músicas” de baixíssimo nível que mais se assemelham a cenas de sexo explícito. Uma verdadeira violência psicológica a que são submetidos numa fase onde o senso crítico dificilmente foi desenvolvido.

Seriam belas as doenças sexualmente transmissíveis (dentre elas a AIDS)?

Seria saudável a gravidez na adolescência, a gravidez indesejada, a necessidade do recurso ao aborto?

Seria ético caçoarmos dos “cornos” e infelizes?

Vamos valorizar a cultura e as tradições nordestinas!

Celebremos as belas festas juninas!

Cantemos o amor em sua diversidade e plenitude!

Jorge Barbosa de Jesus – Bacharel em Direito pela Fespi/Uesc

 

 


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